bem viver

o bem viver é nossa proposta essencial

Mais do que uma Instituição. Parte de um dia-a-dia de alegria.

Somos um grupo de pessoas muito comprometidas, organizadas e unidas por um propósito maior, que nos guia e inspira, diariamente: estimular o BEM VIVER !

BEM VIVER é aprender a transformar as dificuldades da vida em força e determinação! É querer viver com alegria e esperança!

BEM VIVER COM AUTISMO é entender que o autismo pode ser fonte de força para a Vida!

BEM VIVER faz bem ao coração!

Ao longo dos anos, em nossas reuniões de Acolhida, sem que planejássemos, uma atitude do grupo dos pais acolhedores se destacou: o bom humor e a confiança.

Confiança em nós mesmos, no(a) nosso(a) filho(a), na Vida Maior. Bom humor apesar das dificuldades do dia-a-dia, na tentativa de encontrar outra perspectiva e, sobretudo, encontrar o sentido do sofrimento.

O bom humor dos pais acolhedores contagiava muitos dos visitantes. Estes nos relatavam saírem leves da reunião, otimistas. Outros, entretanto, se surpreendiam com nosso riso fácil... “Que gente é essa que consegue rir numa situação dessas?”

Causávamos estranhamento.

Ainda assim, mesmo desconfiando da nossa sanidade, estes pais retornavam e após alguns meses...estavam eles dando risada e agora, por sua vez, surpreendendo os que chegavam!

Após 10 anos de Acolhida, decidimos nomear esse fenômeno que, a esta altura, já se havia estabelecido como nossa atitude: a de bem viver com autismo.

4º Bloco: Entenda a nossa proposta de BEM VIVER

São 4 os pilares que sustentam e orientam o bem viver:

I - Somos todos diferentes

Em geral considera-se que algumas pessoas são “normais” e outras não. Mas o conceito de normalidade considera que as pessoas são iguais e agem da mesma maneira. No entanto, não é isso que percebemos a nossa volta. Na verdade, vemos que somos todos bem diferentes!

Atualmente se fala em “neurodiversidade”, isto é, que existem diferentes tipos de funcionamento do cérebro.

Apoiamos os adultos autistas que não querem ser curados, mas respeitados em suas diferenças. Apoiados em suas dificuldades. Aceitos como pessoas que têm muito a contribuir.

Todos temos dificuldades. O autismo é o nome de uma dificuldade.

Qual é o nome da sua?

II - Pais são os especialistas

A Mão Amiga acredita que o profissional é especialista em autismo, mas os pais são os especialistas no autismo do próprio filho. Porque ninguém pode conhecer uma criança melhor que seus pais. Então, são os pais que devem saber o que é melhor para seu filho. O profissional, por mais sério e bem intencionado que seja, não conhece nosso filho como nós.

Para ajudar seu filho, você precisa entender como o autismo o afeta. Há muitas maneiras disponíveis: livros, artigos na internet, cursos, palestras, troca de informações com outros pais e com profissionais. Mas não se esqueça de filtrar com muito cuidado tudo o que ler e ouvir. Nem tudo vai se aplicar ao seu filho.

O mais importante para você se tornar especialista, é entender que seu filho é uma pessoa única, com seu temperamento, jeito de ser, personalidade.

III - Construção de redes de apoio

Embora o autismo não seja tão grave quanto se pensa, sabemos que as famílias passam por muitos desafios e, muitas vezes, por fases em que precisamos de ajuda.

Entretanto, aquilo de que mais necessitamos é de força e solidariedade. Necessitamos de amigos que comemorem conosco os avanços de nossos filhos e valorizem os esforços do dia-a-dia.

Aqui, as famílias trocam informações, experiências e o mais importante e essencial: construímos amizades verdadeiras.

IV - Dificuldades da Vida são oportunidades

Consideramos que ninguém passa por este mundo sem enfrentar dificuldades. As situações difíceis estão em toda parte, em todas as famílias, em todas as classes sociais, em todos os países.

No entanto, é comum esquecermos esse fato quando somos defrontados por um evento inesperado. Principalmente quando se trata de um ente querido, um filho ou filha. Muitos se sentem não apenas assustados e deprimidos, mas também revoltados e desesperados.

É importante lembrarmos que as dificuldades fazem parte da nossa passagem por este planeta, e servem a um propósito: crescimento e transformação.

“De início me confortei pensando que meu filho autista era a missão da minha vida. Hoje, sei que EU sou a missão dele. Pois aprendo não apenas a ser mãe, mas me transformo a cada dia numa pessoa melhor”. Ligia Dantas, mãe do Bruno